Você pode montar quebra-cabeças de três retratos de Maria Coussirat Camargo, viúva de Iberê e Presidente de Honra da Fundação Iberê Camargo. Maria foi também, muitas vezes, modelo de Iberê nos diferentes momentos da sua produção. Sempre o incentivou enquanto artista e o acompanhou na sua trajetória durante toda sua vida de casada com o pintor. Maria se formou na faculdade de Belas Artes pela UFRGS, em Porto Alegre, hoje Faculdade de Artes Plásticas, onde Iberê a conheceu.
O auto-retrato, constantemente presente na história da arte, aparece na produção de Iberê Camargo do início ao fim, nos diferentes meios de produção que o artista utilizava: desenho, gravura e pintura. Sua abordagem corresponde à linguagem expressiva de cada período, atendendo as preocupações estéticas do artista em cada momento, mas também sempre buscando a resposta existencial do ser e do estar no mundo. “O pintor olha a sua face, interroga-se e não sabe quem é”, Iberê Camargo.
Maria Coussirat Camargo foi consultada sobre três obras de sua preferência para disponibilizarmos em quebra-cabeça. São muitas as obras de Iberê que ela mais gosta. Tarefa difícil, mas sem demora ela falou sobre algumas. O resultado foi esse: gravura em metal “Mesa com Espelho” de 1953, a pintura "Desdobramento II" de 1972 e um retrato seu de 1990 em pintura. Monte o quebra cabeça e descubra a razão de suas escolhas.
Você pode montar três quebra-cabeças da primeira mostra exclusiva do Acervo da Fundação Iberê Camargo. Denominada Persistência do Corpo, com curadoria de Ana Maria Albani de Carvalho e Blanca Brites, esta mostra aborda a figuração e suas transformações, um recorte específico da produção do artista que foi intensificado nos anos 80, ao retornar à Porto Alegre.
Iberê inventou muitas formas e descobriu as regras que as regem no transcurso do fazer. Da massa pictórica surgiam, obsessivos, seus ícones pessoais: carretéis, cadáveres, dados, olhos... Objetos que se transformam quadro a quadro, quando contemplamos a seqüência de mutações figurativas. Iberê Camargo: um ensaio visual, reúne obras que refletem seu olhar para a natureza, para o homem e para as formas que o artista cria, em resposta à ação para a qual é impulsionado pela experiência estética.
A sede da Fundação Iberê Camargo, inaugurada em 30 de maio de 2008, foi projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza, um dos cinco arquitetos contemporâneos mais importantes do mundo. O projeto recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza (2002) e é mérito especial da Trienal de Design de Milão. No Brasil, Siza foi agraciado com a Medalha de Ordem ao Mérito Cultural em 2007 e recebeu A RIBA Gold Medal, que é um dos prêmios mais prestigiosos da arquitetura. Monte os quebra-cabeças e conheça um pouco mais sobre o prédio.
A riqueza e a densidade da obra de Iberê Camargo permitem múltiplas leituras. A criação de paisagens é elemento ainda pouco estudado. Nas últimas décadas desta obra, no seu propalado "retorno à figuração", o artista retomou gradativamente o tema das paisagens, recorrente no início de sua carreira. Mas, nas pinturas mais recentes, não se trata mais de representação de locus específico, e sim de paisagens geradas a partir do interior de seu sistema de signos e do interior de si mesmo. Retomada e inovação, simultaneamente, signo e figura. Abstração do visível, projeção dos fantasmas. Utopia trágica. Paisagens de dentro.