Fundação Iberê e Fundo Museu Escola firmam parceria para aproximar mais de 400 alunos da rede pública do espaço cultural

07.ago.26

A Fundação Iberê foi a instituição selecionada pelo Fundo Museu Escola para desenvolver em Porto Alegre um projeto para ampliar o acesso de crianças e jovens da rede pública às artes visuais. Mais do que fortalecer vínculos, Arte em Movimento: percursos entre escola e museu busca estimular a criatividade e o pensamento crítico e contribuir para a formação de novos públicos em espaços culturais. “Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, nosso projeto dialoga diretamente com a missão do Fundo Museu Escola de promover oportunidades educativas para crianças e jovens historicamente excluídos dos espaços culturais”, diz Emilio Kalil, diretor-superintendente da Fundação Iberê.

Ao longo do segundo semestre, a Fundação atenderá até 480 estudantes com idades entre 12 e 17 anos de doze escolas da Capital, alguns afetados pelas enchentes de 2024 e em situação de vulnerabilidade. O trabalho inicia no dia 10 de agosto nas seguintes escolas:

  • EMEF Migrantes (Anchieta);
  • EMEF João Goulart (Sarandi);
  • EMEF José Loureiro da Silva (Cristal); e
  • Colégio Estadual Paraná (Cristal).

O projeto inicia nas escolas com arte-educadores, com uma conversa sobre o processo de criação de um artista, buscando entender como nasce uma ideia e como ela pode ser desenvolvida, contextualizando o papel da instituição e de Iberê Camargo no cenário cultural no Rio Grande do Sul e dentro e fora do Brasil, preparando o grupo para o segundo momento, uma visita à Fundação Iberê.

Na segunda etapa ocorre a visita dos alunos ao museu, percorrendo as exposições em cartaz e os espaços que colocam o prédio entre as obras arquitetônicas mais impactantes do mundo.

Na terceira e última fase do projeto, os arte-educadores retornam às escolas para realização de uma oficina artística inspirada nos temas, questões e interesses que emergiram durante a experiência no museu. A atividade permitirá registrar as reverberações da visita, fortalecer aprendizagens e criar oportunidades para que os estudantes expressem suas percepções por meio de diferentes linguagens.

Ao final, as produções dos alunos irão compor um grande mural cuja expografia e montagem são pensadas pelos próprios estudantes, que assumem o papel de curadores de sua própria exposição. Dessa forma, as ideias seguem circulando, ganhando novos sentidos e sendo continuamente ressignificadas.

A metodologia adotada fundamenta-se nos princípios da educação museal, da mediação cultural contemporânea e da aprendizagem de livre escolha, reconhecendo os estudantes como protagonistas na construção do conhecimento.

Sobre o Fundo Museu Escola
O compromisso do Fundo Museu Escola da Família Hees com a educação, por meio da arte, nasce de uma experiência pessoal. A fundadora Jana Hees cresceu em um bairro de classe média-baixa no Rio de Janeiro e teve sua trajetória transformada pelo acesso gratuito às exposições em museus da cidade. Ao lado de seu marido Bernardo Hees, e após uma trajetória profissional de sucesso, a família dedica uma parte substancial de seu patrimônio a iniciativas que garantam que mais crianças e jovens tenham acesso às mesmas oportunidades que mudaram sua vida.

O impacto almejado pelo Fundo segue os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas: melhorar o desempenho acadêmico por meio de atividades que fomentem o crescimento intelectual, o pensamento crítico e a expressão criativa; abordar barreiras relacionadas ao acesso e à diversidade para engajar jovens tradicionalmente excluídos de instituições educacionais e culturais; e construir parcerias de longo prazo entre escolas públicas, museus e organizações comunitárias para oferecer soluções sustentáveis.