Programa Educativo | Atividades de Setembro 2026

02.set.26

05 de setembro | Oficina Cartografia Sensível

A paisagem, na obra de Iberê Camargo, não se apresenta como uma representação fiel da natureza, mas como um espaço atravessado pela memória, pela experiência e pelo tempo. Seus caminhos, céus, águas e horizontes revelam mais do que lugares específicos: são territórios sensíveis, construídos pelas lembranças, pelos deslocamentos e pela maneira singular como o artista observava o mundo ao seu redor.

A oficina inicia com um percurso mediado pela exposição, convidando os participantes a investigar como Iberê transforma a paisagem em uma experiência poética. Ao longo da visita, serão lançadas algumas questões: Como uma paisagem pode guardar memórias? O que permanece em um lugar depois que o atravessamos? É possível desenhar uma lembrança ou representar um percurso vivido? Como o tempo modifica nossa percepção dos espaços?

Após a mediação, os participantes são convidados a construir uma cartografia afetiva inspirada nas paisagens que habitam suas próprias memórias. Em vez de reproduzir mapas geográficos convencionais, cada um criará um território imaginário onde rios, árvores, caminhos, morros, pedras, ventos, sons e outros elementos naturais se misturam a recordações, afetos e experiências pessoais.

Utilizando desenho e/ou aquarela, os participantes experimentarão diferentes formas de representar o espaço, explorando sobreposições, transparências, manchas e linhas que evidenciem percursos, encontros e transformações. O processo criativo privilegia a experimentação e a construção de narrativas visuais, aproximando-se do gesto livre e investigativo presente na produção de Iberê.

Ao final, as cartografias serão reunidas em uma grande composição coletiva, formando um mapa de memórias compartilhadas.

Dia: 05 de setembro
Horário: 15h às 17h
Número de vagas: 15
Faixa etária: livre
Local: Fundação Iberê

Link para inscrição: Oficina Cartografia Sensível – 05 de setembro – Preencher o formulário

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06 de setembro | Oficina Bandeiras inventadas

A história de um país, de uma cidade ou de uma comunidade é construída por múltiplas narrativas. Algumas delas tornam-se oficiais e passam a integrar livros, monumentos e símbolos; outras permanecem nas memórias, nas experiências cotidianas e nas histórias transmitidas entre gerações. Nesta atividade, os participantes são convidados a refletir sobre quem constrói essas narrativas e como a arte pode ampliar nosso olhar sobre o passado e o presente.

A oficina inicia com uma mediação na exposição, observando como Iberê Camargo transformou lembranças, vivências e inquietações em imagens que ultrapassam o registro de um tempo específico. A partir desse percurso, o grupo é provocado a pensar sobre as diferentes formas de representar identidades, pertencimentos e modos de habitar o mundo, compreendendo que a arte também produz narrativas capazes de questionar versões únicas da história.

Tomando a bandeira como um objeto carregado de significados, os participantes são convidados a imaginar novos símbolos para representar valores, desejos e compromissos coletivos. Em vez de reproduzir emblemas oficiais, cada pessoa cria uma bandeira inspirada em princípios que considera fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e plural, como solidariedade, diversidade, respeito às diferenças, sustentabilidade, liberdade, justiça social e cuidado com o meio ambiente. Utilizando tecidos, papéis, desenho, colagem e diferentes materiais reutilizados, cada composição transforma cores, formas e símbolos em uma narrativa visual própria.

Durante o processo, os participantes refletem sobre como imagens comunicam ideias, constroem identidades e expressam pertencimentos, compreendendo que os símbolos estão em constante transformação, assim como as sociedades que representam.

Ao final da atividade, as bandeiras são reunidas em uma instalação coletiva na sala do Educativo, formando um território simbólico composto por diferentes perspectivas sobre o presente e o futuro.

Dia: 06 de setembro
Horário: 15h às 17h
Número de vagas: 15
Faixa etária: livre
Local: Fundação Iberê

Link para inscrição: Oficina Bandeiras inventadas – 06 de setembro – Preencher o formulário

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13 de setembro | Mediação em Libras – Iberê Camargo: Quem sabe, o tempo
A Fundação Iberê convida o público para uma mediação da exposição Quem sabe, o tempo… do artista Iberê Camargo. A atividade propõe uma abordagem interpretativa das obras, destacando seus aspectos visuais, narrativos e contextuais. A mediação contará com tradução em Libras, visando garantir acessibilidade e ampliar a participação de diferentes públicos. Trata-se de uma oportunidade de aprofundar a experiência expositiva por meio do diálogo e da reflexão compartilhada.

Dia: 13 de setembro
Horário: 15h
Número de vagas: 15 vagas
Faixa etária: Livre
Local: Fundação Iberê

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20 de setembro | Oficina Paisagens do Sul
A Oficina Paisagens do Sul convida os participantes a refletir sobre as relações entre paisagem, memória e pertencimento, tomando como ponto de partida a produção de Iberê Camargo e sua maneira particular de observar e representar o mundo ao seu redor. A proposta parte da ideia de que uma paisagem não é apenas aquilo que vemos, mas também aquilo que reconhecemos, lembramos, imaginamos e atribuímos sentidos a partir de nossas próprias experiências.

A atividade tem início com uma mediação na exposição Quem sabe, o tempo…, buscando aproximar os participantes de aspectos presentes na obra de Iberê, como a observação do cotidiano, a relação entre figura e espaço, o gesto e a construção da imagem. A partir desse encontro, o grupo é convidado a deslocar o olhar para fora do espaço expositivo e realizar uma caminhada de observação pelos arredores da Fundação Iberê, percebendo elementos que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano.

Durante o percurso, serão propostos exercícios de desenho com tempo limitado, estimulando diferentes formas de olhar e registrar a paisagem. Os participantes poderão observar e desenhar fragmentos da arquitetura de Álvaro Siza, elementos da vegetação, do entorno urbano, do rio, das construções e dos fluxos de pessoas, explorando enquadramentos, detalhes, linhas, formas e impressões do lugar. O tempo reduzido de cada exercício busca deslocar a atenção da ideia de desenho como representação fiel, valorizando o gesto, a experiência e as diferentes maneiras de perceber um mesmo espaço.

Ao final da caminhada, o grupo retorna à sala do Programa Educativo, onde os desenhos produzidos são reunidos em uma composição coletiva. Sobrepondo, aproximando e relacionando os diferentes registros, a atividade constrói uma espécie de paisagem compartilhada, revelando diferentes formas de perceber um mesmo lugar.

Dia: 20 de setembro
Horário: 15h às 17h
Número de vagas: 15
Faixa etária: livre
Local: Fundação Iberê