Ione Saldanha: o tempo e a cor

Curadoria

Luiz Camillo Osorio

15.jun

12.ago.12

O início da trajetória de Ione Saldanha caracteriza-se por uma pintura figurativa, marcada por cores escuras, sombrias e interiorizadas. Voltada para cenas mais intimistas, via a pintura como crônica de uma experiência de mundo solitária e isolada.

Em meados da década de 1950 as fachadas vão se transformando em notações geométricas, que se são mais simples do ponto de vista da construção figurativa, são bem mais complexas no que diz respeito ao jogo rítmico de formas e cores. A pintura fica mais ventilada e o olho corre mais solto pela superfície da tela.

Entre o final da década de 1950 e meados da década seguinte, ela vai conquistando sua maioridade poética, seu estilo singular no qual descontração e vibração se complementam e se potencializam. Para isso ela faz uso de materiais precários, pedaços de ripa, bambus e bobinas, dando-lhes uma extraordinária pulsação lírica. A beleza é na sua obra uma afirmação singela do existir, um dizer sim à vida.

Luiz Camillo Osorio

 

Imagem: Vista parcial da exposição “Ione Saldanha: o tempo e a cor”, que esteve em cartaz na Fundação Iberê Camargo de 15 de junho a 12 de agosto de 2012. Foto © Mathias Cramer

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