Joaquín Torres García: geometria, criação, proporção

10.set

20.nov.11

Joaquín Torres García (Montevidéu, 1874-1949)
Pintor e Professor de arte.

Nascido na periferia de Montevidéu, em 1874, aos 16 anos Torres García deixou sua terra natal com sua família para voltar 43 anos depois, a tempo de completar 60 anos em Montevidéu depois de viver em Barcelona, ​​Nova Iorque, Fiesole, Paris e Madri. Marcada por viagens e dificuldades, sua vida tem algo da mitologia do herói, que nasceu à beira da periferia e retorna à sua terra depois de uma viagem vital que lhe formou e enriqueceu, sendo portador de novidades e de uma sabedoria que só se adquire com esforço e sacrifício. A carreira de Torres García é um fio que tece, mas não se confunde com a trama da Arte Moderna, com a qual está sempre em diálogo mantendo seus próprios termos.

Convencido como seu amigo Gaudí, que só é original se está perto da origem, na primeira década do seu século, Torres García propôs retomar os fundamentos da arte ocidental – geometria, criação e proporção – inspirado pelas artes arcaicas da cultura greco-romana, propondo a sua Arte Mediterrânea. Depois de passar pelo início do incêndio da vanguarda, em 1927, começa a dar forma plástica e teórica à sua Arte Construtiva, na qual propõe a gigantesca tarefa de sintetizar as descobertas dos artistas modernos com o conhecimento de civilizações antigas, e assim reconectar à prática artística com uma existência de raiz profundamente humana.

Alejandro Diaz Lageard e Jimena Perera

 

Imagem: Vista parcial da exposição “Joaquín Torres García: geometria, criação, proporção”, que esteve em cartaz na Fundação Iberê Camargo de 10 de setembro a 20 de novembro de 2011. Foto © Fabio Del Re_VivaFoto

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Catálogo_exposição Joaquín Torres García: geometria, criação, proporção
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