Seminário

Artistas, acadêmicos, intelectuais e ativistas participam de programas continuados de investigação, atualização e debate quanto aos mais relevantes temas da contemporaneidade, passando pela reflexão sobre temas contemporâneos ou históricos que seguem se impondo à pauta cultural da atualidade.

15.nov-15.nov.18
17:00-18:00
Seminário

Como parte dos programas públicos da exposição Subversão da Forma, o Seminário Perversão da Forma reúne artistas, curadores e cientistas para debater a plasticidade do horizonte estético, político e científico que se desenha a partir de um futuro incerto, o qual ganha contornos apocalípticos e distópico diante das transformações velozes experimentadas na contemporaneidade.

Entre o real e virtual, o natural e artificial, descortina-se um mundo híbrido, resultado da alteração de nossas perspectivas filosóficas em face ao avanço da ciência e da tecnologia.

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No dia 15 de novembro, às 17h, a primeira convidada é a artista Ana Vaz, que apresentará uma sessão de filmes de sua autoria: Occidente (2014), Há Terra! (2016), Olhe bem as montanhas / Look closely at the mountains (2018) e Atomic Garden (2018).

Em seu ensaio “A Promessa dos Monstros”, a filósofa Donna Haraway propõe: “instrumentos óticos são transformadores de sujeitos”. O cinema, à partir da sua intrínseca capacidade de aliar tecnologia e corpo, retina e focal, nos permite essa transformação de sujeitos — objetividades tornam-se subjetividades, subjetividades tornam-se perspectivas. Assim sendo, a fronteira limítrofe entre aquilo que diz “natureza” e aquilo que grita “cultura!”, aquilo que se quer “humano” e que é enfim “extra-humano”, a “coisa” e o “ser”, tornam-se curvas, tênues, indistinguíveis. A sessão “Filmar às escuras” apresenta uma constelação de filmes realizados entre 2014 e 2018 que questionam a centralidade da visão, como o sentido-rei da nossa compreensão do mundo, e buscam parcializar aquilo que vemos através de incorporações, abstrações ou falas-acústicas que articulam a ecoar. Aqui o título do filme Olhe bem as montanhas (2018), poderia devir um Ouça bem as montanhas, já que a prosa destes filmes-poemas é tão sussurrada quanto vista, tão acústica quanto visual. Os filmes parecem se perguntar, quem olha o mundo? E os filmes suspiram: todos nós, todas as coisas, tudo.

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Ana Vaz (1986, Brasília) é cineasta cujos filmes e seus múltiplos desdobramentos nos campos da instalação, performance, programação ou publicações buscam aprofundar as relações entre percepção e linguagem, o eu e o outro, o mito e o documento à partir de uma cosmologia de perspectivas. Mostras recentes do seu trabalham incluem o TATE Modern (Londres), Palais de Tokyo (Paris), Jeu de Paume (Paris), TABAKALERA (San Sebastian), Videobrasil (São Paulo), New York Film Festival, LUX Moving Images (Londres) e Cinéma du Réel (Paris), assim como em seminários como o Flaherty Seminar (Estados Unidos) e Doc’s Kingdom (Portugal). Em 2015, foi premiada o Kazuko Trust Award concedido pela Film Society do Lincoln Center em reconhecimento à inovação em sua obra cinematográfica.

20.out-20.out.18
17:00-19:00
Seminário

No ano em que a Fundação Iberê Camargo completa 10 anos em sua nova sede – projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza, a qual lhe rendeu o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002 -, uma série de programações especiais vem sendo desenvolvidas com o propósito de investigar a obra deste que é um dos mais aclamados nomes da arquitetura contemporânea. Neste sentido, o Seminário Em Torno de Álvaro Siza busca não apenas jogar luz sobre sua obra, como também investigar as relações entre arquitetura e arte, dando início a um ciclo de ações que tomam aquela disciplina como braço fundamental do novo programa desenvolvido pela instituição desde seu reposicionamento no início de 2017.

No dia 20/10, às 17h, o segundo encontro do Seminário recebe o escritor e curador português João Laia. Na fala A exposição como uma interface, João abordará a arte como um espaço onde as dinâmicas sociais podem ser examinadas, enquadrando a curadoria como ferramenta de comunicação especulativa, a qual emprega a instituição como fórum de debate e pesquisa. Também propõem-se que a concepção de exposições apresenta-se como uma prática discursiva verbal e não-verbal, apropriando-se de uma gramática construída a partir da contaminação cruzada entre obra de arte e espaço físico.

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João Laia (1981, Lisboa) é um escritor e curador com formação em ciências sociais, estudos cinematográficos e arte contemporânea. Seus projetos exploram as relações entre filosofia, representação, sociedade e tecnologia. As exposições recentes de João Laia incluem 10000 Years Later Between Venus and Mars (2017-18), Galeria Municipal do Porto; Transmissions from the Etherspace (2017), La Casa Encendida, Madrid; H Y P E R C O N N E C T E D (2016) no MMOMA – Moscow Museum of Modern Art; o projeto estratégico da V International Biennial of Young Art e Hybridize or Disappear (2015) no MNAC – National Museum of Contemporary Art in Lisbon.

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O Seminário Em Torno de Álvaro Siza reúne arquitetos, pesquisadores e curadores para aprofundar o debate sobre Siza e os mais que profícuos laços entre arquitetura e arte, especulando sobre a própria natureza das instituições culturais – convertidas em verdadeiros templos dos séculos XX e XXI -, bem como sobre a importância do espaço físico enquanto esfera essencial à criação de artistas e curadores contemporâneos.

Se, no passado, arte e arquitetura constituíram disciplinas estruturantes de um mesmo programa de estudos – as Belas Artes -, desde o Modernismo, em princípios do século XX, ambas as matérias vêm alimentando o inesgotável debate acerca das questões que perpassam o design (e portanto a própria ideia de funcionalidade) e a imbricada relação simbólica, ideológica e política a conformar a cultura, a geografia e o espaço urbano, afetando assim nosso entendimento dos papéis desempenhados pela arquitetura ou mesmo pela arte.

Práticas artísticas como a fotografia, a escultura, a instalação, a performance, a dança, o ativismo e a própria arquitetura e o planejamento urbano impactam profundamente as tramas simbólicas, o tecido social e as feições das cidades e do mundo tal qual se nos apresentam na contemporaneidade, constituindo, assim, um terreno fértil para conversas acerca das estruturas, visíveis ou invisíveis, a engendrar a produção cultural, quer do ponto de vista material ou mesmo imaterial.

 

Imagem: 10000 Years Later Between Venus and Mars (2017-18), Galeria Municipal do Porto ⓒ Foto Dinis Santos.

13.out-13.out.18
15:00-16:30
Seminário

O projeto Através de Iberê tem como ponto de partida o convite a um curador/crítico/artista/amigo de Iberê Camargo para que eleja uma obra do acervo da Fundação e a explore discursiva ou performaticamente diante do público.

Durante a fala do convidado, a obra ficará exposta no auditório e, mais do que uma análise histórica, serão propostas questões envolvendo a vida e a obra do artista, em uma abordagem livre e exploratória nos mais diversos sentidos plásticos, narrativos ou mesmo históricos.

No sábado 13/10, às 15h, a convidada da primeira edição é a pesquisadora Mônica Zielinsky, que abordará o tema Iberê Camargo. Das sombras da memória, as recusas ao esquecimento.

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MÔNICA ZIELINSKY
Graduada em Artes Plásticas, Pintura, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1971), Mestre em Educação, pelo Programa de Pós-Graduação em Educação – Ensino, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983) e Doutora em Arte e Ciências da Arte, Terminalidade Estética, na Université de Paris 1- Panthéon-Sorbonne (1998). É professora titular no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e integra o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais na mesma universidade, na área de História, Teoria e Crítica da Arte.

Foi coordenadora da pesquisa do projeto de catalogação da obra completa de Iberê Camargo, em um convênio entre a UFRGS e a Fundação Iberê Camargo, assim como do Centro de Documentação e Pesquisa do PPGAV – UFRGS. Foi consultora no International Center for the Arts of the Americas at the Museum of Fine Arts (Houston-Texas) e integrou o Comitê Internacional dos Museus (ICOM). Integra o Comitê Brasileiro de História da Arte, a Associação Brasileira e Internacional dos Críticos de Arte e a Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas.

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Iberê Camargo. Das sombras da memória, as recusas ao esquecimento

Iberê Camargo, um artista que ilumina através dos tempos o cenário da pintura brasileira, nela confiou como um modo particular de conhecer e de se relacionar com o mundo e de, por ela, extravasar sua resistência e mesmo seu terror ao esquecimento.

Esses sentimentos eclodem no trabalho de Iberê por diferentes recursos pictóricos ou de concepção artística, possivelmente motivados por dois veios principais – ora por sua melancólica e mais profunda consciência da finitude humana, como também por aquela que denunciava, com frequência, a falta de uma consciência histórica, a falta de vontade de lembrar, o marasmo cultural ao qual referia com frequente revolta. Era sobre a amnésia, a apatia ou mesmo o embotamento que cercavam, a partir de seu ponto de vista acidamente crítico, a vida artística e o meio cultural de suas origens no Rio Grande do Sul.

Diante das progressivas transformações da sensibilidade e percepção humanas em relação aos novos fluxos de espaços e tempos experienciados na vida contemporânea, os debates sobre os esquecimentos e apagamentos da memória crescem com visível ênfase, tanto em escala local, como global. Sob este ângulo, observar os modos pelos quais Iberê Camargo recusou o esquecimento em suas obras, poderia quem sabe nos levar, em uma perspectiva anacrônica, a revisar sua criação, a partir das sombras de sua memória.

13.out-13.out.18
17:00-18:00
Seminário

No ano em que a Fundação Iberê Camargo completa 10 anos em sua nova sede – projetada pelo arquiteto português Álvaro Siza, a qual lhe rendeu o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002 -, uma série de programações especiais vem sendo desenvolvidas com o propósito de investigar a obra deste que é um dos mais aclamados nomes da arquitetura contemporânea. Neste sentido, o Seminário Em Torno de Álvaro Siza busca não apenas jogar luz sobre sua obra, como também investigar as relações entre arquitetura e arte, dando início a um ciclo de ações que tomam aquela disciplina como braço fundamental do novo programa desenvolvido pela instituição desde seu reposicionamento no início de 2017.

No dia 13/10, às 17h, o primeiro encontro do Seminário recebe Pedro Gadanho, Curador e Diretor do MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa).

Partindo de três museus desenhados por Álvaro Siza e da obra do MAAT (da arquiteta britânica Amanda Levete), Pedro Gadanho explora o tema “O Museu entre Arte e Arquitetura”: será traçado um retrato dos encontros e desencontros de duas disciplinas no palco do museu contemporâneo. Entre a criação de espaços para as artes visuais e a apresentação da arquitetura no contexto do mundo da arte, oferece-se uma reflexão mais geral sobre a praxis arquitetônica enquanto produção cultural e discurso crítico face ao momento presente.

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Pedro Gadanho é curador, autor e arquiteto. É o Director do MAAT, o novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa. Foi curador de arquitetura contemporânea no Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque, onde coordenou o Young Architects Program e organizou exposições como 9+1 Ways of Being Political, Uneven Growth, Endless House e A Japanese Constellation. Desde 2000, foi co-director da ExperimentaDesign, comissariou Metaflux, representação portuguesa na Bienal de Veneza de Arquitetura, e foi curador de mostras como Space Invaders, Post.Rotterdam, e Pancho Guedes, Um Modernista Alternativo. Foi o editor do bookazine Beyond, Short-Stories on the Post-Contemporary, do blog Shrapnel Contemporary, e contribui regularmente para publicações a nível internacional. Mestre em arte e arquitetura e doutorado em arquitetura e mass-media, é o autor de Arquitetura em Público, Prémio FAD de Pensamento e Crítica em 2012.

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O Seminário Em Torno de Álvaro Siza reúne arquitetos, pesquisadores e curadores para aprofundar o debate sobre Siza e os mais que profícuos laços entre arquitetura e arte, especulando sobre a própria natureza das instituições culturais – convertidas em verdadeiros templos dos séculos XX e XXI -, bem como sobre a importância do espaço físico enquanto esfera essencial à criação de artistas e curadores contemporâneos.

Se, no passado, arte e arquitetura constituíram disciplinas estruturantes de um mesmo programa de estudos – as Belas Artes -, desde o Modernismo, em princípios do século XX, ambas as matérias vêm alimentando o inesgotável debate acerca das questões que perpassam o design (e portanto a própria ideia de funcionalidade) e a imbricada relação simbólica, ideológica e política a conformar a cultura, a geografia e o espaço urbano, afetando assim nosso entendimento dos papéis desempenhados pela arquitetura ou mesmo pela arte.

Práticas artísticas como a fotografia, a escultura, a instalação, a performance, a dança, o ativismo e a própria arquitetura e o planejamento urbano impactam profundamente as tramas simbólicas, o tecido social e as feições das cidades e do mundo tal qual se nos apresentam na contemporaneidade, constituindo, assim, um terreno fértil para conversas acerca das estruturas, visíveis ou invisíveis, a engendrar a produção cultural, quer do ponto de vista material ou mesmo imaterial.

 

Imagem: Detalhe da fachada da Fundação Iberê Camargo. Foto © Nilton Santolin

22.set-22.set.18
16:00-18:00
Seminário

Como parte dos programas públicos da exposição Caixa-Preta, o Seminário Sobre acidentes e caixas-pretas do passado, do presente e do futuro reúne historiadores, psicanalistas, filósofos, curadores e outros especialistas buscando analisar as relações entre arte, política, ciência e história. (mais…)

29.set-29.set.18
14:00-15:00
Seminário

Como parte dos programas públicos da exposição “Caixa-Preta”, o Seminário “Sobre acidentes e caixas-pretas do passado, do presente e do futuro” reúne historiadores, psicanalistas, filósofos, curadores e outros especialistas buscando analisar as relações entre arte, política, ciência e história.

(mais…)