Cine Iberê

Exibição de filmes uma vez por semana no auditório da Fundação Iberê Camargo, em programação paralela aos projetos expositivos. Título raros, sem distribuição no circuito comercial, cinematografias regionais e temáticas são selecionadas a partir dos conteúdos abordados nas mostras de arte, com projeções seguidas de sessões comentadas por convidados variados, do cinema e de outras áreas.

02.jun-02.jun.19
16:00-19:00
Cine Iberê

A edição de junho do Cine Iberê, apresenta Hannah (95 min, 2017, Itália/Bélgica/França), de Andrea Pallaoro. A sessão comentada com Sandra Dani, acontece no dia 2 de junho, às 16h.

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05.maio-05.maio.19
16:00-17:30
Cine Iberê

No domingo, 5 de maio, apresentamos mais uma sessão de cinema mudo com música ao vivo. Um Homem com uma Câmera (1h7min, 1929, URSS), de Dziga Vertov, será exibido no Cine Iberê com música composta e executada ao vivo por Vagner Cunha, com participação especial do maestro Antônio Borges-Cunha.

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10.abr-14.abr.19
16:00-18:00
Cine Iberê

Em diálogo com a exposição Iberê Camargo: Visões da Redenção, que tem o Parque Farroupilha como eixo curatorial, o Cine Iberê realiza mostra de filmes Diálogo com o Invisível.

Com curadoria de Marta Biavaschi, serão exibidos filmes que tocam o mistério da natureza, ambiental e humana. A mostra acontece de 10 a 14 abril, sempre às 16h. Confira a programação: (mais…)

24.fev-24.fev.19
16:00-18:30
Cine Iberê

O Cine Iberê realiza no dia 24 de fevereiro uma sessão comentada do filme The Garden (O Jardim), com a professora de Cinema e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, Angela Prysthon. The Garden é uma das obras mais importantes de Derek Jarman, uma fusão entre autobiografia, poesia e política. O filme integra o programa de cinema em diálogo com a exposição Se o paraíso fosse assim tão bom, da artista britânica Cecily Brown. A sessão ocorre às 16h, no auditório da Fundação Iberê, com entrada gratuita.

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27.jan-27.jan.19
16:00-17:30
Cine Iberê

A primeira exibição do Cine Iberê em 2019, apresenta uma sessão especial de cinema mudo com música ao vivo, composta e executada por Yanto Laitano.

Tabu (1h20min, 1931, EUA), de F.W. Murnau é uma fábula sobre desejo e liberdade. Dividido em duas partes – Paraíso e Paraíso Perdido – a obra revela fusão entre o natural e o sobrenatural em uma história trágica de amor. Uma mescla também do expressionismo alemão de seu diretor F.W. Murnau e da expressão lírica de Robert J. Flaherty, coautor do argumento do filme. Em Tabu, Murnau realiza uma ruptura na sua forma usual de expressão estética, utilizada nos seus filmes anteriores. O filme recebeu Oscar de Fotografia.

Numa ilha paradisíaca do Pacífico Sul, o amor impossível entre Reri e Matahi. A jovem virgem Reri é prometida aos deuses pelo velho feiticeiro da tribo, o que a torna um tabu para os homens. Matahi, o jovem pescador, não se conforma com esta proibição do seu romance com Reri, eles se amam. Decidem fugir e viver juntos longe da tribo. Quando descobertos, Reri entrega-se em troca de liberdade para seu amado. Matahi rebela-se etenta resgatar sua amada das amarras do destino.

F. W. Murnau (1888-1931), foi um dos mais importantes realizadores do cinema mudo, do cinema expressionista alemão e do movimento Kammerspiel. Seu filme Nosferatu (1922) é um dos mais cultuados da história do cinema mundial. Outros dois de seus filmes mais conhecidos são A última gargalhada (1924) e Fausto (1926). Em 1926, muda-se para os EUA e em Hollywood realiza Aurora (1927) e City Girl (1930). Tabu (1931) é seu primeiro e último filme independente filmado nos mares do sul, enquanto vivia nos EUA. Sua filmografia: O garoto vestido de azul (1919), Nosferatu (1922), A última gargalhada (1924), Herr Tartüff (1925), Fausto (1926), Aurora (1927), City Girl (1930) e Tabu (1931).

Yanto Laitano é pianista, compositor, cantor e produtor. Graduado e Mestre em Música pela UFRGS, suas atividades artísticas abrangem a música erudita contemporânea, eletrônica, diversos gêneros da música popular, sobretudo o rock, música indígena e música para cena. Estudou no IRCAM, Institut de Recherches et Coordination Acoustique/Musique, em Paris e no Hungarofest, em Szombathely (Hungria) e possui composições apresentadas em dez países das Américas e da Europa e uma composição lançada pela revista Guitar Review, de Nova York, em 2006. É compositor de trilhas sonoras para audiovisuais e espetáculos de teatro, dança e circo, com prêmios no 27º Festival de Cinema de Gramado, Histórias Curtas (RBS, 2007), Tibicuera (2015), pelo seu espetáculo Orquestra de Brinquedos, além de oito Açorianos de Música, seis por suas produções e dois individuais. Sua discografia inclui dois discos com o Ex-Machina, grupo de compositores de música experimental e o álbum conceitual Yantux, seu quinto disco, lançado em dezembro de 2017.

Tabu integra o programa de cinema mudo com música ao vivo, em diálogo com a exposição Cecily Brown – Se o paraíso fosse assim tão bom, e tem curadoria de Marta Biavaschi.

Sessão única | entrada gratuita

Agradecimento especial: Yanto Laitano

Classificação indicativa 14 anos

16.dez-16.dez.18
16:00-19:00
Cine Iberê

O Cine Iberê do dia 16 de dezembro, apresenta o filme A Morte de Luis XIV (115 min, 2016, França/Portugal/Espanha), de Albert Serra. A sessão comentada com Alexandre Santos, terá início às 16h.

Prêmio Jean Vigo de melhor filme, em A Morte de Luis XIV, Albert Serra reconstrói os dias da lenta agonia do maior Rei da França, interpretado magistralmente por Jean-Pierre Léaud. Em agosto de 1715, depois de uma caminhada, Luís XIV sente uma dor na perna. Nos próximos dias, o Rei continua a cumprir seus deveres e obrigações, mas seu sono é intranquilo, ele tem febre, mal se alimenta e está cada dia mais fraco. rodeado em seu quarto por seus fiéis seguidores e pelos médicos, e que marcará o fim de um reinado de 72 anos do Rei Sol.

No ano de 2016, o filme teve exibição especial em Cannes, foi apresentado no Munich Film Festival e recebeu, além do Prêmio Jean Vigo (França), o prêmio de melhor filme no Jerusalem Film Festival. Assista o trailer:

Albert Serra é cineasta e artista catalão, nasceu em Banyoles, em 1975. Estudou filosofia e literatura, escreveu peças de teatro e produziu diversos trabalhos em vídeo. Tornou-se internacionalmente reconhecido com seu primeiro longa-metragem, Honor of Knights, exibido na Quinzena dos Realizadores, em Cannes, em 2006. Em 2013, Serra recebeu o Leopardo de Ouro em Locarno por seu filme, História da minha morte, inspirado nas memórias de Casanova. Além de A Morte de Luis XIV, realizou os filmes O Rei Sol (Grande Prêmio FIDMarseille 2018), História da minha morte (2013); The three little pigs (2013); The lord has worked wonders in me (2011); Birdsong (Quinzena dos Realizadores, 2008), Honor of the Knights (Quinzena dos Realizadores, 2006), Crespià, the film not the village (2003), a instalação Singularity (como artista representante da Catalunha na Bienal de Veneza, 2015) e a peça teatral Liberté (Berlim, 2018). Atualmente prepara filme sobre Rainer Werner Fassbinder.

Alexandre Santos é graduado em História pela UFRGS, tem Mestrado e Doutorado em Artes Visuais, pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais – PPGAV/UFRGS, com ênfase em História, Teoria e Crítica de Arte. Realizou estágio doutoral na Université de Paris III – Cinéma et Audiovisuel – (Sorbonne Nouvelle, Paris, França), sob orientação do Prof. Dr. Philippe Dubois, e pós-doutorado no Departamento de Arte Visive da Universidade de Bolonha, na Itália. É autor da tese A fotografia como escrita pessoal: Alair Gomes e a melancolia do corpo-outro, em processo de publicação via Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, na categoria Ensaios Críticos. É Professor Associado no Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS desde 2007, atuando na graduação nos cursos de Bacharelado em História da Arte, Bacharelado em Artes Visuais, Licenciatura em Artes Visuais. É Docente Permanente no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, onde também é orientador de mestrado e doutorado. É líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Deslocamentos da fotografia na arte. Desenvolve projeto de pesquisa envolvendo a presença da fotografia na modernidade e contemporaneidade artísticas, com especial interesse pela questão das micronarrativas e da autorreferencialidade nas poéticas. Organizou os livros: A fotografia nos processos artísticos contemporâneos. Porto Alegre: Editora da UFRGS/SMC, 2002; Alair Gomes: um voyeur natural. Porto Alegre: SMC, 2008 e Imagens: arte e cultura. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2012; e o dossiê Transbordamentos da fotografia na arte, da Revista Porto Arte (2016). Participou de diversos capítulos de livros e tem artigos em periódicos e anais de eventos, além de textos em catálogos de exposições e revistas culturais. Atua também como crítico de arte e curador independente.

A Morte de Luis XIV integra o programa de cinema paralelo às exposições Subversão da Forma e Iberê Camargo: formas em movimento, e tem curadoria de Marta Biavaschi.

Sessão única | entrada gratuita (por ordem de chegada)

Agradecimento especial: Alexandre Santos
Distribuição: Zeta Filmes
Classificação indicativa: 12 anos