Performances

Artistas são chamados a explorar o cotidiano, as emoções e o indizível, articulando ideias e relações que estão além das dinâmicas de convivência socialmente construídas. O corpo e a arquitetura funcionam como agentes espaciais que se afetam mutuamente, desconstruindo noções de hierarquia e pontos de vista.

14.set-14.set.19
14:00-18:00
Performances

Música Homeopática com Trilha Visual Unidimensional é uma exploração sobre os limites da percepção humana. Uma narrativa emerge gradualmente através de uma composição eletroacústica derivada de diferentes matizes de ruído branco, ao mesmo tempo em que é desconstruída a percepção espacial e de figura e fundo dos participantes. A experiência força um questionamento: o que de fato vemos e ouvimos, e o que é criado por nossa própria imaginação?

Felipe Vaz é um artista sonoro e pesquisador, e vive e trabalha atualmente em Berlim. Seus trabalhos se baseiam em processos temporais e conceituais sobre o som, a música e os limites de sua percepção. Seus trabalhos foram apresentados em mostras e espaços como a Casa Encendida (Madri), a Bienal da caixa de Novos Artistas, Kunsthaus KulE (berlim), Arts Santa Mònica (Barcelona), La Maudite (Paris), Verbo/Galeria Vermelho(São Paulo), Caixa Cultural (Rio de janeiro), Fonoteca nacional (Ciudad de México)e diversos programas de rádio. Recentemente ele encerrou um mestrado em estudos do som na Universität der Künste de Berlim.

07.set-07.set.19
15:00-18:00
Performances

2 campos de futebol por minuto foi a velocidade do desmatamento da Amazônia registrada em maio de 2019, numa fórmula matemática cujas cifras só tendem a subir. No dia 7 de Setembro de 2019, o áudio operístico de Fitzcarraldo, empreitada alucinada de Werner Harzog que contou com um barco de madeira em tamanho real empurrado montanha acima em plena selva, se encontra ás cegas com ruídos editados ao vivo, vitrolas amplificadas e projeções em larga escala de vídeos de baixa resolução do YoutTube, invocando os muitos curtos-circuitos de tempo, espaço e narrativa em que nos deparamos em tempos cataclísmicos.

“hospício para peregrinos é uma desorganização ventríloqua formada por diferentes cabeças que operam com relativa independência e não costumam permanecer muito tempo no mesmo lugar, ainda que costumem voltar de tempos em tempos a pontos particularmente magnéticos do globo terrestre. Não usamos telefone celular, nos apropriamos de vídeos e imagens alheios e procuramos levar os insetos mais a sério do que as mensagens acumuladas em nossas caixas de e-mail.”

Pontogor – Sua pesquisa tem foco em meios como: vídeo, fotografia, instalações, performance e música. Interessando-se pelo ruído e o desgaste nas imagens e sons, atento ao erro e ao acaso como ferramentas. Seu processo criativo se planifica desde o pensamento hermenêutico na procura de soluções sensoriais para plasmar problemáticas filosóficas sobre espaço e tempo. Além dos seus projetos individuais, Pontogor colabora com a Cia. UEINZZ de teatro.

Performance sonora de Pontogor & hospício para peregrinos, em diálogo com a exposição “Daniel Senise : Antes da Palavra”

07. Set | Sábado | 15h – Auditório Iberê

ENTRADA GRATUITA

16.dez-16.dez.18
17:00-18:00
Performances

Como parte dos programas públicos da exposição Subversão da Forma, a artista Julha Franz apresenta a performance MUTAÇÃO, explorando o imaginário de um corpo transformado e deformado a partir das condições naturais e sociais ao qual é submetido.

Julha parte de uma narrativa ficcional encenando o nascimento de uma criatura modificada que, aos poucos, sai do seu casulo e começa a adaptar-se ao espaço – reconhecendo seu novo corpo.

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JULHA FRANZ
A partir da premissa da liberdade sexual e de gênero, Julha Franz tensiona limites através do próprio corpo. Seu trabalho busca criar novas formas de percepção do corpo e das identidades sociais impostas. Realizou residências artísticas nas cidades de Veneza, na Itália, no final de 2017, durante a Venice Internation Performance Art Week; em Buenos Aires, em 2015, no Club Cultural Matienzo, Residência Artística en Tecnologias Multimediales Interactivas para la Escena; e em 2014, também em Buenos Aires, na La Paternal Espacio Proyecto, que originou sua primeira exposição individual, chamada “MAL DEL OJO”. Participou de exposições coletivas, principalmente festivais de performance arte, como a VERBO – Galeria Vermelho, São Paulo, da qual participou em duas edições seguidas, em 2017 e 2018, respectivamente; e outras nas cidades de Santiago (CHI), Asunción (PAR), Rio de Janeiro (RJ), Uberlândia (MG), etc.

01.dez-02.dez.18
15:00-19:00
Performances

Composto pelos coreógrafos franceses Annie Vigier e Franck Apertet, o coletivo les gens d’Uterpan apresentará pela primeira vez no Brasil a performance Pièce en 7 morceaux, como parte dos programas da exposição Subversão da Forma, na Fundação Iberê Camargo.

O ponto de partida de Pièce en 7 morceaux é a célebre foto de Philippe Halsman (1951), mostrando Salvador Dalí rodeado por corpos que formam a imagem de um crânio. A performance parte dessas sete posições físicas, encenadas por um grupo de dançarinos que exploram os espaços expositivos que recebem a ação. O projeto já foi ativado anteriormente no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris (França, 2018); no MAXXI Museo nazionale delle arti del XXI secolo, Roma ( Itália, 2014); e no CAC Brétigny (França, 2009).

A performance ocorrerá nos dias 24 e 25 de novembro, e nos dias 1 e 2 de dezembro, sempre às 17h.

A performance é uma realização da Fundação Iberê Camargo em parceria com o Institut Français em Paris, Institut Français do Brasil, Consulado Geral da França em Sao Paulo, Aliança Francesa de Porto Alegre.

Annie Vigier e Franck Apertet, nascidos respectivamente em 1965 e 1966, trabalham em Paris desde 1994 sob o nome de les gens d’Uterpan. Os coreógrafos constroem um diálogo crítico entre contextos de performance, sistemas de espetáculos ao vivo, espaços e práticas artísticas. Intervindo em diferentes estruturas de exposição ou adaptando seu trabalho a elas, a dupla formula novas modalidades de aparições, produção e interpretação da dança. Sua interpretação da presença física questiona as posições ocupadas tanto pelo espectador (Parterre, 2009) como pelo coreógrafo (Caster, 2009) nesse processo. Além disso, iniciando colaborações entre trabalhadores de diferentes áreas da cultura, sua abordagem também integra as estruturas econômicas como um componente artístico do trabalho.

Aviso: algumas etapas dessa performance podem ofender a sensibilidade de um público jovem ou desinformado

24.nov-25.nov.18
15:00-19:00
Performances

Composto pelos coreógrafos franceses Annie Vigier e Franck Apertet, o coletivo les gens d’Uterpan apresentará pela primeira vez no Brasil a performance Pièce en 7 morceaux, como parte dos programas da exposição Subversão da Forma, na Fundação Iberê Camargo.

O ponto de partida de Pièce en 7 morceaux é a célebre foto de Philippe Halsman (1951), mostrando Salvador Dalí rodeado por corpos que formam a imagem de um crânio. A performance parte dessas sete posições físicas, encenadas por um grupo de dançarinos que exploram os espaços expositivos que recebem a ação. O projeto já foi ativado anteriormente no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris (França, 2018); no MAXXI Museo nazionale delle arti del XXI secolo, Roma ( Itália, 2014); e no CAC Brétigny (França, 2009).

A performance ocorrerá nos dias 24 e 25 de novembro, e nos dias 1 e 2 de dezembro, sempre às 17h.

A performance é uma realização da Fundação Iberê Camargo em parceria com o Institut Français em Paris, Institut Français do Brasil, Consulado Geral da França em Sao Paulo, Aliança Francesa de Porto Alegre.

Annie Vigier e Franck Apertet, nascidos respectivamente em 1965 e 1966, trabalham em Paris desde 1994 sob o nome de les gens d’Uterpan. Os coreógrafos constroem um diálogo crítico entre contextos de performance, sistemas de espetáculos ao vivo, espaços e práticas artísticas. Intervindo em diferentes estruturas de exposição ou adaptando seu trabalho a elas, a dupla formula novas modalidades de aparições, produção e interpretação da dança. Sua interpretação da presença física questiona as posições ocupadas tanto pelo espectador (Parterre, 2009) como pelo coreógrafo (Caster, 2009) nesse processo. Além disso, iniciando colaborações entre trabalhadores de diferentes áreas da cultura, sua abordagem também integra as estruturas econômicas como um componente artístico do trabalho.

Aviso: algumas etapas dessa performance podem ofender a sensibilidade de um público jovem ou desinformado

17.nov-25.nov.18
18:30-19:00
Performances

Como parte da programação em comemoração aos 10 anos de construção de seu edifício sede, a Fundação Iberê Camargo apresenta a mostra Zona de Crepúsculo, de Pablo Pijnappel. Quatro obras do artista e uma nova performance comissionada ocuparão a instituição, utilizando seus espaços menos regulares, dialogando com a premiada arquitetura do prédio de Álvaro Siza. De maneira quase que intervencionista, as obras tratarão o edifício como um centro de narrativas que usam seu principal traço arquitetônico, a rampa em espiral à la Guggenheim de Frank Lloyd Right, como uma alegoria visual do mecanismo da memória.

A mostra tem financiamento do Mondriaan Fund, fundo público que fomenta a produção e apresentação da arte e do patrimônio cultural da Holanda, localmente ou no exterior.

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Nos dias 17, 18, 24 e 25/11, sempre a partir das 18:30h, acontecem sessões da performance A Zona (The Zone).

Inscrições na recepção da Fundação Iberê Camargo a partir das 14h, por ordem de chegada. Limite de 5 participantes.

Nesta performance, os visitantes serão guiados por múltiplos espaços esquecidos do edifício e arredores da Fundação: servindo como condutor do público, um performer narrará um seleção de sonhos pessoais de Pablo Pijnappel, reunidos e anotados ao longo de anos. A caminhada apresenta-se como uma cartografia do subconsciente, o espaço mental onde o tempo não tem relógio, despertando a sensação irreal para o visitante de ser um sonho, mesclando sua consciência com o devaneio.

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PABLO PIJNAPPEL

Tendo a psicanálise e a literatura como pontos de partida habituais, as obras de Pablo Pijnappel são sem exceção meta-narrativas que combinam poeticamente identidades culturais, históricas e ancestrais, pelo prisma da memória. A linguagem sempre desempenha o papel principal, unindo os mecanismos mentais e o mundo, em instalações de vídeo, textos ou performances que estão na encruzilhada entre o cinema, a fotografia e os recessos de um romance.

Nascido em um subúrbio de Paris, Pijnappel cresceu no Rio de Janeiro e, mais tarde, estudou na Holanda. Agora vive e trabalha entre o Rio, Roterdã e Berlim. Já participou de inúmeras exposições coletivas e individuais em diversos espaços nas principais capitais da Europa e dos EUA, com destaque para o Centre Pompidou, Whitechapel Gallery, Konsthall Malmö, Artists Space, LACE, entre outros. Também fez parte da XXX Bienal de São Paulo.

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PROGRAMAÇÃO FUTURA

17 de novembro, sábado
– 14:00: Abertura de Fontenay-aux-Roses, no Átrio da Fundação Iberê Camargo

– 18:30: Performance A Zona (The Zone). Inscrições na recepção da Fundação, por ordem de chegada. Limite de 5 participantes.

Nesta performance, os visitantes serão guiados por múltiplos espaços esquecidos do edifício e arredores da Fundação: servindo como condutor do público, um performer narrará um seleção de sonhos pessoais de Pablo Pijnappel, reunidos e anotados ao longo de anos. A caminhada apresenta-se como uma cartografia do subconsciente, o espaço mental onde o tempo não tem relógio, despertando a sensação irreal para o visitante de ser um sonho, mesclando sua consciência com o devaneio.

Dia 18 de novembro, domingo, às 18:30
Performance A Zona (The Zone). Inscrições na recepção da Fundação, por ordem de chegada. Limite de 5 participantes.

Dia 24 de novembro, sábado, às 18:30
Performance A Zona (The Zone). Inscrições na recepção da Fundação, por ordem de chegada. Limite de 5 participantes.

Dia 25 de novembro, domingo, às 18:30
Performance A Zona (The Zone). Inscrições na recepção da Fundação, por ordem de chegada. Limite de 5 participantes.

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Programação Paralela no espaço Bronze (Duque de Caxias, 444)

14 de novembro, quarta-feira, às 19:30
2008 Foi Um Ano Ruim — Performance, 30 min, 2017

No formato de uma projeção de slides analógicos de meio-formato, acompanhadas por um comentário narrativo pelo artista, a ação é inspirada pelas novelas 1933 Was A Bad Year por John Fante e — principalmente —pela (autobiográfica) Satori in Paris por Jack Kerouac. Nesta, publicada alguns anos antes do autor norte-americano morrer de cirrose, Kerouac reconta uma viagem à França que fizera então recentemente, à procura de sua ascendência francesa. Entretanto, irritado com os parisienses hostis, termina por anteceder sua partida, após beber litros de cerveja e conhaque durante três dias, desistindo de seu objetivo ou pretexto inicial.